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    CAPÍTULO 08 – O LEGADO DA GRÉCIA PARA A CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL

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    CAPÍTULO 08 – O LEGADO DA GRÉCIA PARA A CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL

    Mensagem  Admin em Qui 20 Maio 2010, 14:15

    CAPÍTULO 08 – O LEGADO DA GRÉCIA PARA A CIVILIZAÇÃO OCIDENTAL


    A Grécia localiza-se ao sul da península Balcânica, na Europa Meridional, na região do Mediterrâneo Ocidental. Para entender a história da Grécia Antiga, podemos distinguir a Grécia Continental, a Grécia Insular e as colônias gregas que se estendiam da península da Anatólia (Turquia) à península Ibérica, envolvendo regiões nos continentes europeu, africano e asiático.
    Não existiu um Estado grego, nos moldes de outros impérios da antiguidade. Havia cidades-estado independentes que, apesar das rivalidades, podiam coligar-se eventualmente contra um inimigo comum.
    A história da Grécia Antiga caracteriza-se por uma sucessão de hegemonias de cidades-estado, sendo as mais importantes Atenas e Esparta.


    ESPARTA


    Atribui-se ao legislador lendário Licurgo as instituições espartanas. A sociedade espartana fundava-se no principio de desigualdade social. Distinguiam-se três estratos: espartanos (ou esparciatas), periecos e hilotas
    • Espartanos: descendiam dos conquistadores. Eram os únicos que podiam exercer os direitos de cidadania e participar do governo. Chamavam-se “os iguais” (hómoioi). Deviam consagrar ao Estado todo o seu tempo, preparando-se para atividades militares ou negócios públicos;
    • Periecos: eram os antigos habitantes da região. Não eram cidadãos. Dedicavam-se às atividades comerciais;
    • Hilotas: cultivavam as terras dos espartanos
    Esparta era governada por dois reis (diarquia).
    O governo efetivo de Esparta ficava nas mãos dos Éforos, cinco dirigentes eleitos por um ano pela Apelá (Assembléia do Povo).
    A Gerúsia era composta por 28 anciãos com mais de 60 anos de idade, nomeados pelos espartanos em caráter vitalício. Propunha leis e julgava causas criminais.
    A Apelá compreendia todos os cidadãos com 30 anos completos e reunia-se uma vez por mês. Votava sem emendas e sem discussão as propostas da Gerúsia.


    ATENAS


    Enquanto as atividades agrícolas e militares dominavam em Esparta, Atenas tinha uma intensa atividade mercantil.
    No ápice da escala social estavam os eupátridas (os bem-nascidos). Compunham a aristocracia e constituíam a nobreza proprietária de terras.
    Em segundo lugar estavam os georgoi, que eram pequenos proprietários.
    Os metecos dedicavam-se a atividades artesanais e mercantis e eram estrangeiros, sem direito à cidadania. Por último na escala social estavam os escravos.
    Atenas era governada por um rei (basileu), que acumulava funções civis, militares e religiosas. Com o decorrer do tempo, o poder do rei foi passando para a aristocracia, que eram os eupátridas.
    Atribui-se ao legislador Drácon (621 a.C), a criação de leis escritas, pois até então as leis eram orais.
    Sólon, arconte, em 594 a.C., foi designado reformador das leis de Atenas. Os cidadãos passaram a ser classificados de acordo com suas rendas.
    Depois de um período de agitações, um nobre, Pisístrato (560 -529 a.C), conquista o poder e passa a exercer a Tirania, uma forma de governo em que o titular tinha plenos. Confiscou as terras da nobreza, entregando-as aos agricultores.
    Clístenes assumiu o governo e completou a obra de Sólon. Sua reforma baseava-se no “demo”, uma circunscrição territorial, em que todos os atenienses eram inscritos de acordo com o domicílio.
    A evolução democrática foi completada por Péricles, o qual introduziu o pagamento de salários para o exercício de funções públicas.


    AS GUERRAS MÉDICAS OU GRECO-PÉRSICAS (490- 479 A.C)


    Os gregos haviam instalado colônias na Ásia Menor. Dario, rei da Persa, começou a interferir nessas colônias, pressionando e cobrando tributos. Essas colônias, da região da Jônia, revoltaram-se contra os persas e aliaram-se, lideradas pelo governante de Mileto. Atenas apoiou a Revolta Jônica e prestou-lhe ajuda. Devido a isso, Dario investiu contra Atenas, iniciando-se as Guerras Médicas.


    a) Primeiro Período (492 – 490 a.C) – A primeira expedição persa, comandada por Milcíades,fracassa.
    A segunda é derrotada pelos atenienses, comandada por Milcíades, na Batalha de Maratona.
    b) Segundo Período (484 – 479 C) – A vanguarda do Exército grego, composta por trezentos espartanos e comandada por Leônidas, o Rei de Esparta, tenta deter o Exército persa, mas é derrotada na Batalha das Termópilas (480 a.C).
    A frota grega, comandada por Temístocles, consegue deter os persas na batalha naval de Salamina (480 a.C)


    AS GUERRAS DO PELOPONESO (431 - 404 A.C)


    Durante as guerras Greco-pérsicas, as cidades gregas se unem para combater o inimigo comum. Com a vitória, Atenas assume posição hegemônica. Em 478 a.C., forma, sob sua liderança, uma liga marítima chamada Confederação de Delos. Esparta começa a ver em Atenas uma rival. Forma, em oposição, a Liga ou Confederação do Peloponeso. A competição leva à ruptura entre Atenas e Esparta que, pretextando defender seus aliados, invade a Ática.


    Finda as Guerras do Peloponeso, os espartanos passam a exercer hegemonia sobre as demais cidades-estado.
    As cidades-estado gregas, esgotadas por tantos anos seguidos de guerra, e divididas entre si, não possuem força suficiente para defender-se da Macedônia, cujos reis interferem cada vez mais na Grécia.


    O IMPÉRIO DE ALEXANDRE MAGNO NA MACEDÔNIA


    Desde 360 a.C., o Rei Filipe II, da Macedônia, interfere nos problemas políticos gregos. Aproveitando-se da luta interna, consegue impor sua hegemonia sobre muitas colônias gregas.
    Consolidado seu poderio sobre a Grécia, o filho de Filipe, Alexandre, dirige suas forças contra o Império Persa.
    As possessões do antigo Império Persa passam agora ao domínio do Império de Alexandre.
    Após muitas lutas internas, em 282 a.C., restam apenas três grandes estados: Macedônia, Egito e Síria.

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